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Goiânia chega lá?



Depois de 64 anos de espera, o torcedor brasileiro poderá ver nos gramados de todo o país os melhores jogadores do planeta, e tudo isso bem pertinho. Agora o sofrimento mudou. Não estamos mais torcendo para ser a sede do Mundial de 2014, e sim, para que nossa cidade seja uma subsede da Copa. A disputa está apenas começando. Vários estados brasileiros estão na briga.

A Confederação Brasileira de Futebol, CBF, já anunciou as 18 cidades que concorrerão às 12 vagas para serem as subsedes do Mundial. São elas: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza, Campo Grande, Cuiabá, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Rio Branco, Maceió, Belém e Natal. As cidades selecionadas só devem ser reveladas no final do ano.

Para realizar um evento dessa magnitude, Goiânia deve cumprir requisitos básicos, que envolvem questões de segurança, transporte, reforma do Serra Dourada, ampliação da rede de hotéis, etc. O caderno de Encargos da FIFA já foi entregue pelo presidente da CBF ao governador do Estado de Goiás, Alcides Rodrigues, e um dos pontos fracos é o aeroporto, que não tem condição de receber vôos internacionais. Em declaração, o governador prometeu total esforço para que a capital goiana seja sede de uma das chaves dos jogos. “O Estado fará o que for possível para que Goiânia seja contemplada”.

A rede hoteleira de Goiânia também é um problema que necessita de mudanças. Hoje, a capital possui aproximadamente 10 mil leitos de pousadas, bares e restaurantes. Muitos desses hotéis são da categoria três e quatro estrelas. O único cinco estrelas da cidade, o Castro’s Park Hotel nasceu há 21 anos, são 324 leitos, divididos em 174 apartamentos. O presidente da Agência Goiana de Turismo, Agetur, Barbosa Neto, considera que é só uma questão de tempo para que os investimentos comecem a aparecer. “Nos próximos oitos meses, vamos mostrar nossa capacidade para cumprir todas as exigências do caderno de encargos da FIFA”.

Segundo o vice-prefeito da Capital, Valdivino de Oliveira, o assunto Copa do Mundo é prioridade no estado e quando for o momento todos os problemas apontados pelo caderno de encargos da FIFA serão resolvidos. “Nenhuma cidade realizou alguma ação, ainda não é a época para isso. Estamos trabalhando, e quando for necessário, com certeza Goiânia estará com o seu projeto pronto”.

Para Valdivino, a Copa do Mundo só virá para Goiás se houver união de todas as classes políticas e empresariais. “Goiânia tem uma chance muito boa em ser uma cidade-sede, afinal somos a cidade número 1 em qualidade de vida do país entre as capitais. O futebol é forte em Goiânia, temos um belo estádio, estamos no Centro do país. Nossas chances são enormes”, ressalta.

Segundo o Gestor do Fundo Especial de Reestruturação do Serra Dourada, Funesd, Talles Barreto, nenhum estádio no Brasil hoje tem condição de receber uma partida oficial dos jogos do mundial. “Nas eliminatórias já existem muitas dificuldades, e essa competição não representa nem 5% do que é a Copa do Mundo”. Ele reforça: “nem o moderno estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro, criado para o Pan-americano, teria condição”.

O Serra Dourada está na lista dos sete melhores estádios do Brasil, mas para ser uma subsede deve passar por uma ampla reforma estrutural, elétrica e de concreto. “É preciso melhorar o sistema de monitoramento e de catracas eletrônicas, as cabines de rádio vão precisar ser aumentadas; incluir mais telões; modificar a entrada dos vestiários, ampliar o banco de reservas; trocar todas as cadeiras e assentos, melhorar a segurança; extinguir a geral e criar camarotes para os patrocinadores do evento; são modificações básicas”. Ele completa: “a capacidade do novo Serra Dourada será de 40 mil pessoas, só que com muito conforto e com uma qualidade diferenciada”, ressalta.

E você, o que acha? Goiânia chega lá?

2 comentários:

Consumindo Realidade disse...

Bom, temos que analisar com quais capitais Goiânia disputa para ser uma das sedes. A situação já é complicada, pois na minha desconsiderável opinião das 18 ao menos 10 estão quase certas como locais obrigatórios de jogos. Entre elas Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte e Salvador.
Se contarmos apenas as que citei sobram aparentemente muitas vagas, 11. Mas considerando que Goiânia fica no Centro-Oeste e provavelmente três cidades do Nordeste ganharão disputa já diminuem para 9 as vagas. Contabilize aí mais duas ao menos para o Norte. Sobraram 7. Não esqueça que mais cidades do Nordeste, Sudeste e Sul podem ser contempladas pela força econômica ou histórica desde o descobrimento do país desde 1500.

Mas se levarmos em conta o fato de que nenhum estádio no Brasil tem capacidade para sediar jogos de Copa do Mundo, qualquer das 18 cidades tem chance igual. Só que a história não acontecerá assim.

E se for pela força do futebol por aqui teremos a seguinte ordem de distribuição das sedes:

1º) São Paulo (4 times na série A)
2º) Rio de Janeiro (4)
3º) Minas Gerais (3)
4º) Rio Grande do Sul (2)
5º) Paraná (2)
6º) Pernambuco (2)
7º) Santa Catarina (1)
8º) Goiás (1)
9º) Bahia (1)
Aí sim Goiânia tem chances reais.

Fred Leão disse...

Que o poder público vai se movimentar pra que Goiânia seja uma subsede, não há dúvidas. Já quanto ao setor privado, tenho dúvidas. Imaginem construir hotéis cinco estrelas, que vão bombar durante a Copa pra depois ficarem jogados às moscas, tendo em vista o baixo apelo turístico da cidade.