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Atético garante ponto no duelo contra o São Caetano

Por Bruno Félix

Quase custaram caro os erros defensivos do Atlético ontem no confronto contra o São Caetano (empate em 2 a 2), no Estádio Anacleto Campanella, em São Paulo, pela nona rodada da Série B. O rubro-negro saiu na frente com um gol contra do zagueiro Douglas, 1 a 0. Com a vantagem, o Dragão começou a se defender e apostar nos contra-ataques. Porém, os descuidos foram fundamentais para o Azulão empatar o confronto ainda no primeiro tempo. Aos 44, o meia Eduardo Ramos cobrou falta da direita e Ademir Sopa subiu sozinho, para cabecear e igualar, 1 a 1.

E novamente de bola parada o Atlético tomou a virada. Aos três minutos da etapa complementar, em outra cobrança de falta pela direita, o arqueiro Márcio saiu mal e o volante Artur, que estava impedido, escorou para as redes para virar o placar, 2 a 1. Sem poder contar com o atacante Juninho, que se recupera de cansaço muscular na coxa esquerda, o comandante Mauro Fernandes modificou a dupla de ataque, com a entrada de Brazão e Marcão.

Deu certo a mexida. A equipe começou a dominar a partida e o gol de empate era uma questão de tempo. Aos 19, Róbston recebeu dentro da área, cortou o zagueiro e chutou colocado, no canto esquerdo. O goleiro Luiz, bem posicionado, desviou a bola, que ainda beliscou na trave. O gol de empate foi marcado aos 44 minutos. O atacante Marcão saiu na frente de Luiz e chutou rasteiro, para garantir o ponto para o Dragão, 2 a 2.

Com o resultado, o Dragão se manteve na zona de classificação para a Série A, mas caiu para a quarta colocação. Já o Azulão ocupa a vice-lanterna da tabela. O próximo confronto do rubro-negro será em casa, no próximo sábado, contra o Paraná, enquanto o São Caetano recebe a Portuguesa, no Anacleto Campanella.

Ficha técnica

São Caetano: Luiz; Douglas, Adriano e Marcelo Batatais; Roger, Ademir Sopa, Bruno Recife, Artur e Eduardo Ramos (Jackson); Everton Ribeiro (Vandinho) e Washington (Matheus). Técnico: Antônio Carlos

Atlético: Márcio; Rafael Cruz, Jairo, Gilson e Chiquinho; Leandro Carvalho, Pituca, Róbston e Wesley (Alysson); Elias (Brazão) e André Leonel (Marcão). Técnico: Mauro Fernandes


Local: Estádio A. Campanella/S. Caetano do Sul

Árbitro: José Acácio da Rocha/SC

Gols: Douglas 9' (contra) e Ademir Sopa 44' 1º T; Artur 3' e Marcão 44 2º T.

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Que venha a 18ª edição do Rally dos Sertões

Fotos Marcelo Maragn

Por Bruno Félix
Direto de Natal (RN)


Apesar da inquestionável qualidade da 17ª edição do Rally Internacional dos Sertões em 2009, o efeito da crise mundial também esteve presente na competição. O faturamento caiu de R$ 6 milhões em 2008, para R$ 4 milhões este ano. A 17ª edição da prova contou com a participação de 119 aventureiros, de 11 países. Em 2008, o número foi de 168 competidores, de 14 partes do mundo. Uma queda de 49 inscritos em 2009, obrigando a redução de custos na parte logística da competição. “A crise esvaziou várias categorias em quantidade, mas em cada uma ficou muitos nomes fortes e consagrados, como o espanhol Carlos Sainz, bicampeão de Ralis e atual campeão de carros, ao lado do compatriota e navegador Lucas Cruz”, destacou Marcos Morais, presidente da Dunas Race, empresa organizadora do evento.

Se para 2010 a crise se agravar ainda mais, a organização da prova prevê novas providências, como o corte de três etapas do calendário da prova e, em vez de dez dias, seriam apenas sete de competição. A redução garantiria uma economia de aproximadamente R$ 600 mil. “Infelizmente deveremos tomar essa medida caso a situação financeira mundial entre em um colapso mais forte”, lamenta Marcos Morais.

Além disso, está quase tudo pensado para a 18ª edição, no ano que vem. A largada será pela nona vez em Goiânia, passando de junho para agosto, por causa da Copa do Mundo de futebol na África. A prova terá mais roteiros inéditos e Brasília, que completa 50 anos em 2010, deve ser parabenizada com a inclusão no certame e é a favorita para receber a chegada. A capital federal disputará com Ceará e Rio Grande do Norte. “O Rally dos Sertões já passou duas vezes por Brasília, foi muito bom, e a data de comemoração do aniversário é importante. Também poderemos organizar uma etapa do Super Cross por lá”, adiantou Marcos Morais. Outra mudança será na categoria dos caminhões, em que muda o regulamento, no quesito peso. “Fica a missão para fazer uma competição tão boa como a de 2009”, completa Marcos.

Pilotos

Se a organização já planeja o início da 18ª edição do Rali dos Sertões, os pilotos, por sua vez, direcionam os trabalhos para o Rally Dakar, que será realizado de 2 a 17 de janeiro de 2010 novamente em terras argentinas e chilenas. Além disso, o regulamento sofreu alterações, como a limitação de motos de até 450cc para todos os pilotos profissionais da categoria. Os amadores ainda poderão utilizar motocicletas de 660 cm³ na próxima edição, mas em 2011 também terão que se adaptar à nova regra. Para o pentacampeão do Rally dos Sertões, o paulista Zé Hélio, esta resolução pode ser o início de uma equiparação entre os concorrentes. “Já começo a enxergar uma possibilidade de vitória”, garantiu Zé Hélio, que participou do maior rally do mundo duas vezes e tem como melhor resultado a 12ª posição no geral e 3º nas 450cc.

O bicampeão Mundial de Ralis e atual campeão na categoria carros dos Sertões 2009 ao lado do navegador Lucas Cruz, o espanhol Carlos Sainz, divide o mesmo pensamento de Zé Hélio. Segundo ele, ter conquistado o título do certame brasileiro na primeira participação é uma prova de que o Dakar não é impossível. “É um sonho conquistar o título.”, disse o piloto, que participou três vezes do maior rally do mundo e que ainda não confirmou a presença na etapa de 2010. “Vai depender da equipe Volkswagen. Estarei encantado de voltar a competir e não me custaria nada”, brincou.

Edu Piano, campeão nos caminhões, que formou trio com Sólon Mendes e Davi Fonseca e ficou com o terceiro título consecutivo, disse que primeiro irá comemorar o título dos Sertões, que segundo ele, “foi um gol marcado nos últimos minutos do segundo tempo, que lhe deu a vitória de virada”, resumiu.

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Vila fica no 0 a 0 com líder Guarani

Por Bruno Félix

Num jogo fraco tecnicamente, o Vila Nova não conseguiu acertar a pontaria e ficou no 0 a 0 com o Guarani, no Estádio Serra Dourada. Com o resultado, o colorado ocupa, momentaneamente a 11ª posição, com 12 pontos e acumula quatro partidas seguidas sem vitória na Série B. Já o Bugre continua invicto na competição e agora soma 23 pontos.

O primeiro tempo foi marcado pelo domínio do Vila. Porém, as boas jogadas não foram concluídas com gols. O Guarani, que de bobo não tem nada, explorada as brechas que o time vilanovense oferecia. Aos seis minutos, a zaga do Bugre atrasou errado, o atacante Vanderlei se aproveitou da bobeira da zaga, mas bateu para fora. Aos nove, em cobrança de falta, Ralph cruzou da esquerda e Edson Borges cabeceou para fora. Aos 19, novamente Vanderlei descolou boa bola para Osmar na direita. O lateral do Vila invadiu a área e cruzou para o garoto Gil, que perdeu um gol incrível debaixo das traves.

O Guarani respondeu à pressão com bons chutes de longa distância. Aos 28, Glauber soltou uma bomba, a bola quase traiu o arqueiro Juninho, que se recuperou e fez boa defesa. Na última tentativa do time antes de descer aos vestiários, o volante Bilica roubou a bola no meio e tocou para Vanderlei, que achou Gil na direita. Ele invadiu a área, driblou o zagueiro e chutou mal, longe do gol.

Na etapa complementar, o comandante Vágner Benazzi trocou o improdutivo Luciano Ratinho por Washington. Logo aos dois minutos, em bola cruzada na área, Thiago Carvalho tenta de cabeça e a bola sobra para o meia, que perdeu gol feito. Impaciente, Benazzi partiu para o tudo ou nada. Primeiro tirou Cocito para lançar o atacante Júlio Madureira. Em seguida, Thiago Cunha entrou no lugar de Vanderlei. As duas equipes diminuíram o ritmo em campo. O Vila passou a atacar sem o mesmo ímpeto e o Guarani foi só defesa até o fim da partida.

Na sequência da Série B, o Tigre vai à Brangança Paulista enfrentar o Bragantino com a necessidade da vitória.

Ficha técnica:


Vila Nova (0)

Juninho; Osmar, Thiago Carvalho, Edson Borges e Ralph; Bilica, Cocito (Júlio Madureira), Alisson e Luciano Ratinho (Washington); Vanderlei(Thiago Cunha); e Gil.

Técnico: Vágner Benazzi


Guarani (0)

Douglas; Maranhão, Bruno Aguiar, Márcio Alemão e Andrézinho; Cléber Goiano, Glauber (Nunes), Gabiru e Walter Minhoca (Fabinho); Caíque e Nei Paraíba.

Técnico: Oswaldo Alvarez.



Local: Estádio Serra Dourada

Árbitro: Jaílson Macedo de Freitas/BA

Assitentes: Belmiro da Silva/BA e Luiz Carlos Silva Teixeira/BA

Cartões: Thiago Carvalho, Edson Borges, Cocito, Alisson, Vanderlei e Júlio Madureira; Bruno Aguiar, Maranhão, Cléber Goiano, Walter Minhoca e Eduardo.

Público: 4.985 pagantes

Renda: R$ 71.410,00

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Rally dos Sertões: 5.056 km de aventura

Por Bruno Félix
De Natal (RN)



Recordes, poeira, pegas eletrizantes, acidentes, incêndio, quebras e muita emoção marcaram os 5.056 quilômetros da 17ª edição do Rally dos Sertões, que teve largada em Goiânia, no dia 23 de junho, e a chegada em Natal (RN) em 3 de julho. Depois de dez etapas, nas motos, o paulista Zé Hélio conquistou o pentacampeonato (1999, 2003, 2007, 2008 e 2009) e iguala a marca de Jean Azevedo. Nos carros, a disputa pelo título foi marcada pelo equilíbrio e briga caseira entre a equipe Volkswagen, que dominaram toda a prova de ponta a ponta. Depois de 29h16min40s1 de percurso, os espanhóis Carlos Sainz e Lucas Sebastian ficaram com a vitória no geral. Eles chegaram apenas 1min04s9ms a frente da dupla formada pelo piloto Nasser Al-Attiyah do Catar e do navegador alemão Timo Gottschalk.

Nas motos, das 10 etapas, Zé Hélio venceu sete e abriu uma vantagem cômoda, que na última prova, lhe dava o direito de administrar o resultado. Foi o que ele fez. Na disputa dos 114 quilômetros da especial, entre as cidades de Caicó (RN) e Natal, e com o terceiro lugar, o paulista ficou com mais um título na carreira. “Todo ano é mais duro. A chegada em Natal foi maravilhosa, em um lugar lindo. Este título vai para todos que estão junto comigo, minha família e minha equipe. Não tive nenhum problema mecânico. Isso foi muito importante, porque não perdi tempo fazendo reparos. Levei ferramentas à toa”, brincou Zé Hélio.

Depois da vitória, o pentacampeão já pensa em ampliar ainda mais sua sala de troféus. “Serão 10 títulos. Isso é o que eu mais gosto de fazer. Tenho um prazer enorme no Sertões. Essa é a receita. Quando saio de Goiânia já me sinto um vitorioso pela satisfação que tenho”, finalizou o campeão. O estreante Denísio do Nascimento venceu a última etapa e garantiu o vice-campeonato. Em terceiro na classificação final, Juca Bala. Os goianos José Freitas e Paulo César Reis terminaram nas 31ª e 35ª posições, respectivamente.

Nos carros, num dia Carlos Sainz, bicampeão Mundial de Rali, e Lucas Cruz dominavam. No outro, Nasser Al-Attiyah e Timo Gottschalk davam o troco. E foi assim durante os 10 dias de competições. O equilíbrio foi a marca registrada entre os Race Touareg 2 da Volkswagen. Tanto que um erro de navegação, na penúltima etapa, custou o título para Nasser e seu navegador, que bateram em Maurício Neves e Eduardo Bampi e deixaram os espanhóis abrir mais de quatro minutos de vantagem. “Foi uma disputa emocionante que durou até a última etapa e mesmo com problemas em Natal conseguimos vencer. Estou muito feliz, adorei participar da prova e da minha experiência no Brasil”, destaca Sainz.

Na última etapa, Nasser/Timo Gottschalk ficaram com a vitória, com o tempo de 1h03min55s1ms. Mas o tempo e um número de vitórias maior que os concorrentes (6 a 4), não foram suficientes para se consagrarem campeões. “Estou muito feliz. Correr no Brasil foi uma honra para mim e quero voltar no ano que vem. A experiência foi ótima e quem quer um bom resultado no Dakar, tem que participar do Sertões”, vibra Nasser. Em terceiro na classificação geral, a dupla Jean Azevedo/Youssef Haddad. O piloto Marcos Cassol e o navegador Rodrigo Mello, da equipe Coral, foram os goianos ficaram em 17º lugar. Marcus Mendes e Andréa Castro Alves chegaram em 19º.

Mas as vitórias não se resumem a esses nomes. Ficar dez dias numa viagem desgastante, cheia de poeira e adrenalina a mil é para poucos. Nem todos os 190 competidores conseguiram terminar a prova e a emoção toma conta daqueles que chegaram ao final. Agora, com certeza eles e o público brasileiro esperam que se arme no ano que vem a enorme estrutura do Rali Internacional dos Sertões, que revela um Brasil de culturas diversas e atrações.

Resultados

Na categoria caminhões, várias quebras pelo caminho e poucos aventureiros resistentes concluindo a jornada. Após liderar a maior parte do certame, o trio Edu Piano/Sólon Mendes/Davi Fonseca perdeu o posto nas últimas rodadas para Amable Barrasa/Guilherme Petrini e Signoretti/Raphael Bettoni. A diferença de Amable para Piano era de 1min11seg até o último dia. No entanto, Edu Piano e sua equipe conseguiram se superar nas dunas da Capital Potiguar e sair de Natal com o terceiro título da competição. Nos quadriciclos, vitória de Cristiano Sousa Batista, pilotando uma Suzuki 450. Completaram Carlo Collet e Bruno Leão, respectivamente.

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Vila Nova busca recuperação na Série B

Por Bruno Félix

Sem vencer há três rodadas e cada vez mais distante do G-4, o Vila Nova enfrenta hoje o Guarani, líder do Brasileiro Série B, com 22 pontos, aproveitamento de 91% e único invicto na competição. A partida será às 21h, no Serra Dourada e é válida pela 9ª rodada do Campeonato. Para o confronto, o comandante Vágner Benazzi não poderá contar com o zagueiro Leonardo, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Na vaga, entra Edson Borges, que irá formar dupla com Thiago Carvalho. O atacante William continua de fora. "Nosso objetivo é quebrar a invencibilidade do Bugre e voltar aos caminhos da vitória. Precisamos ficar atentos na bola área, ponto forte dos paulistas", alerta Borges.

Benazzi também deve realizar outras duas mudanças no time. O meia Marcel, titular no empate em 1 a 1 com o Juventude, dá lugar para Luciano Ratinho, que assinalou o gol salvador contra os gaúchos e estreia como titular com Benazzi. No ataque, a única dúvida do comandante é entre o atacante Vanderlei, artilheiro do colorado na temporada com 11 gols, suspenso na última partida ou Júlio Madureira, que ainda não está com 100% das condições físicas ideais, mas nos treinos durante a semana ganhou a condição de titular e deve formar a dupla ao lado do garoto Gil. "Será uma vitória para dar moral e representa a reafirmação do nosso grupo", analisa Madureira.

A novidade no time titular fica por conta do retorno do volante Cocito, que coincidentemente ficou de fora dos últimos três jogos do Vila, por causa de uma lesão posterior na coxa esquerda, e o time não venceu mais. Foram um empate e duas derrotas, aproveitamento de 11%. Com 11 pontos, na 13ª posição, apenas uma vitória pode recolocar o Vila na briga por uma das vagas no G-4. Mas outro revés pode significar se aproximar da zona de rebaixamento e acender uma crise no clube. "Estou pronto para voltar a guerra. Nosso objetivo é figurar entre os primeiros", aposta Cocito.
Guarani

Se Benazzi sofre com duas ausências para o duelo contra o Guarani, o técnico Vadão terá pelo menos quatro desfalques. Ainda se recuperando de uma contusão sofrida no
dérbi diante da Ponte Preta, o zagueiro Dão segue no departamento médico. Outro lesionado é o volante Luciano Santos, com uma entorse no tornozelo sofrida durante os treinamentos antes do jogo contra o Azulão. O terceiro desfalque será o meia Rodriguinho, um dos destaques da equipe na competição. O atleta recebeu o terceiro cartão amarelo na rodada anterior. E, por fim, outro que ficará fora é o atacante Ricardo Xavier, suspenso.

Para a formação da zaga, o técnico Vadão já dá como certa a permanência de Márcio Alemão ao lado de Bruno Aguiar, que atuaram juntos na última rodada. No meio, Glauber deve ser mantido, mas possivelmente sendo adiantado para fazer a função de Rodriguinho, enquanto Nunes assume a vaga deixada por Luciano Santos. No ataque, o comandante bugrino deve manter o meia Caíque adiantado e no lugar de Ricardo Xavier, Vadão pode optar por Nei Paraíba ou Marquinhos.

Ficha Técnica

Vila Nova X Guarani

Local: Estádio Serra Dourada, em Fortaleza
Horário: 21 horas
Data: 3/6/2009
Árbitro: Jaílson Macedo Freitas (BA)
Assistentes: Belmiro da Silva (BA) e Luiz Carlos Silva (BA)

Vila Nova
Juninho; Osmar, Thiago Carvalho, Edson Borges e Ralph; Cocito, Bilica, Àlisson e Luciano Ratinho; Gil e Júlio Madureira (Vanderlei).
Técnico: Vágner Benazzi

Guarani
Douglas; Maranhão, Bruno Aguiar, Márcio Alemão e Andrezinho; Nunes, Cléber Goiano, Gláuber e Walter Minhoca; Caíque e Nei Paraíba (Marquinhos).
Técnico: Vadão

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Atlético faz o dever de casa e chega aos 16 pontos

Por Bruno Félix

O início foi promissor com duas vitórias e a liderança. Depois, em nove pontos disputados (3ª, 4ª e 5ª rodadas), apenas um conquistado. A empolgação deu lugar a frustração e o time despencou para o meio da tabela. Naquele momento a torcida já começava a desconfiar da equipe e temia por algo ainda mais desastroso: o rebaixamento. Mas a fase ruim passou e o Atlético definitavamente embalou na Série B com o terceiro triunfo seguido (2 a 0 contra o ABC, pela oitava rodada, no Estádio Serra Dourada). Com o resultado, o Dragão se manteve na terceira posição da tabela com 16 pontos. Os gols da partida foram marcados por Róbston e Elias. O próximo confronto do Atlético será fora de casa, contra o vice-lanterna São Caetano-SP, no próximo sábado. Já o ABC, 18º na classificação, tenta a reabilitação contra o Ipatinga-MG, em Natal.

No início da partida, o Atlético dominou as primeiras açõs com mais posse de bola e volume de jogo. A primeira boa chance ocorreu aos 6 minutos. Após bate-rebate na área, a bola sobrou para o volante Róbston, que chutou em cima do arqueiro potiguar. O esquema com dois meias de criação - Wesley e Elias - manteve a bola no setor ofensivo e afastada do gol de Márcio. Porém, o domínio não foi traduzido em gols e o primeiro tempo terminou no 0 a 0. Os torcedores não perdoaram os atleticanos e vaias foram constantes.

No segundo tempo, o comandante Mauro Fernandes trocou a dupla de ataque. Saiu Juninho e Marcão. Entraram André Leonel e Brasão. A sorte parece que faz parte do destino de Mauro Fernandes. Logo aos 50 segundos da etapa complementar, Brasão cruzou da direita, a zaga potiguar cortou mal e Róbston pegou de primeira, na entrada da área, sem chances para o arqueiro do ABC, 1 a 0.

O Dragão selou a vitória aos 14. Em outro lance da direita, Rafael cruzou e Elias, em posição de impedimento, cabeçeou sozinho e ampliou, 2 a 0. Após os gols, o Atlético não teve dificuldades em segurar o jogo. Mesmo jogando mal, o rubro-negro fez o dever de casa e conquistou mais três pontos na tabela.

Ficha técnica

Atlético: Márcio; Rafael Cruz, Gilson (Jairo), Gil e Chiquinho; Weslley, Pituca, Robston e Elias; Juninho (Brasão) e Marcão (André Leonel).
Técnico: Mauro Fernandes

ABC: Paulo Musse; Gaúcho, Fabiano Silva e Leonardo; Chiquinho, Fausto, Erandir (Rafael), Gabriel (Ronaldo) e Marco Aurélio; Fábio Silva (Nonato) e João Paulo.
Técnico: Arturzinho

Local: Estádio Serra Dourada

Árbitro: Wagner Tardelli/SC

Gols: Róbston 1' e Elias 14' 2º T

Público: 1.731 pagantes

Renda: R$ 25.920

Expulsão: João Paulo 42' 2º T

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No sufoco, Vila arranca empate no Sul

Por Gustavo Martins - Fonte Diário da Manhã

Com um gol de Luciano Ratinho aos 43 do segundo tempo, o Vila Nova arrancou bom empate ontem em 1 a 1, contra o Juventude em Canoas. Com o resultado, o colorado ganha três posições e assume a 11ª colocação com 11 pontos. De quebra, encerra a sequência de duas derrotas consecutivas que abalava a confiança do time no Brasileiro da Série B.

As duas equipes começaram errando muitos passes na saída de bola, com dificuldade para se ligar no jogo. Aos 4 minutos, o Vila assustou pela primeira vez. O estreante Júlio Madureira cruzou na área para Otacílio, a bola ia chegando na cabeça do meia, mas a zaga afastou. Juventude respondeu com um bonito lance de Lauro, que fez o giro e tentou por cobertura, sem sucesso.

No melhor momento do Tigre na primeira etapa, Ralph teve uma falta para cobrar dentro da meia lua aos 13 minutos. O lateral-esquerdo encheu o pé, buscando o ângulo da meta de Jaílson mas a bola subiu demais. Aos 33, o Juventude teve bola parada frontal ao gol de Juninho. O zagueiro Alysson ajeitou com carinho e meteu de canhota no ângulo esquerdo do goleiro colorado, abrindo o placar em Canoas. Com o gol, a equipe gaúcha passou a dominar o meio-campo e só foi parada com falta. Em lance mais duro o zagueiro Leonardo levou seu terceiro cartão amarelo na competição e desfalca a equipe na próxima partida.

O segundo tempo começou sem alterações para os dois lados. As duas equipes previlegiando a marcação e sem boas opções de saída de bola. A bola parada continuou sendo a melhor opção de levar perigo para as equipes. Aos 10 minutos da etapa complementar, Marcel arriscou de longe, em bola parada, e obrigou o goleiro Jaílson a fazer boa defesa. No minuto seguinte, Osmar subiu pela direita e cruzou na área. O garoto Gil emendou de primeira e a bola explodiu na trave.

Tentando dar um choque na equipe e sentindo que poderia virar o jogo, Benazzi realizou três mudanças no início da segunda etapa. Otacílio saiu para a entrada de Rafinha, Júlio Madureira deu lugar a Thiago Cunha e Luciano Ratinho substituiu Marcel. Com fôlego novo, o Tigre passou a pressionar a equipe gaúcha. Aos 26, Gil recebeu pela esquerda e escapou. O jovem atacante invadiu a área e tentou por baixo, mas esbarrou em Jaílson.

Com controle do meio-campo, a equipe não encaixou finalizações, mas a bola parada provou ser a melhor opção para as duas equipes. Aos 43 minutos o atacante Gil sofreu falta. Luciano Ratinho cobrou com perfeição e balançou as redes no ângulo direito: 1 a 1 que foi comemorado pelo técnico Vágner Benazzi e o elenco do Vila.

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Vila enfrenta o Juventude

Por Bruno Félix

Depois de duas derrotas seguidas e uma crise cada vez mais próxima do OBA, o Vila Nova enfrenta hoje o Juventude, às 21 horas, no Estádio da Ulbra, em Canoas, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro Série B. Para o confronto, o Vila entra em campo com alguns desfalques e uma alteração de esquema tático. O meia Washington, que vinha sendo cotado para o time titular, fica fora da partida devido a uma contusão sofrida no início da semana. Marcel será o responsável pela criação, e Canindé, que participou de todas as partidas do clube na Série B, sequer foi relacionado. Com a expulsão de Edson Borges, o comandante Benazzi optou por improvisar o volante Bilica na função de terceiro zagueiro. O volante fará a estreia juntamente com o atacante Júlio Madureira, que iniciará a partida ao lado do garoto Gil, no ataque.

"A questão não é esquema tático. O que vale no futebol é vencer, não importando se jogou bem ou mal. Fomos bem no clássico e perdemos. Do que adiantou?", indaga o técnico Vágner Benazzi.

No Juventude, o técnico Zé Teodoro não poderá contar com o meia Zezinho, 17 anos, que está suspenso e já se apresentou à Seleção Brasileira Sub-17, que disputará Torneio na Bahia, em preparação para o Mundial da categoria, que inicia no final do mês de outubro, na Nigéria. Peter será seu substituto. Por outro lado, algumas caras novas já poderão aparecer na equipe. Zé Teodoro deve promover a estreia do zagueiro Nenê e do atacante Marcos Denner.

Ficha Técnica

Juventude x Vila Nova

Local: Estádio da Ulbra, em Canoas - RS
Data: 26/06/2009
Horário: 21h
Árbitro: Renato Cardoso da Conceição - MG

Juventude
Jaílson; Leyrielton, Rogélio, Allyson e Fábio; Walker, Tiago Renz, Lauro e Peter; Mendes e Zé Carlos.
Técnico: Zé Teodoro.

Vila Nova
Juninho; Osmar, Thiago Carvalho, Leonardo e Ralf; Bilica, Alisson, Otacílio e Marcel; Gil e Júlio Madureira.
Técnico: Vágner Benazzi.

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Os segredos de Lucilene Caetano

Bruno Félix



Se depender da quantidade de sorrisos durante toda a entrevista ao É Craque! por telefone, a goiana e futura advogada Lucilene Caetano, 25, musa do Goiás, já pode comemorar o título do concurso Musa do Brasileirão, promovido pelo site Globo Esporte e que leva as escolhidas para disputa no programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo. "Sou risonha mesmo. Isso passa uma energia boa para as pessoas. A vida está tão difícil e é preciso encarar com alegria e bom humor", ressaltou Lucilene, que na primeira fase na Capital se classificou na disputa com 62 candidatas.

Para ela, participar do programa significa representar nacionalmente o amor pelo Goiás e conquistar visibilidade para a carreira de modelo. "Sou torcedora fiel do esmeraldino e aprendi a torcer pelo time desde pequena, com meu pai me levando ao estádio", declara. Lucilene garante que não pretende abandonar a formação acadêmica. "No futuro, tenho planos de prestar concursos públicos. O Direito me equilibra como pessoa e espero conseguir a carteira da OAB para exercer a profissão", afirma.

Se não for a vitoriosa, nada de lamentação. Lucilene conta que a vida continua e que o mais importante é representar o Goiás da melhor forma possível. "Se eu não for eleita a musa, minha vida vai seguir normalmente", destaca.

ENTREVISTA

É Craque! - Qual parte do seu corpo que você mais gosta?

Lucilene Caetano - Bumbum e cintura.

É Craque! - O que um homem precisa fazer para te conquistar?

Lucilene - Já fui conquistada. Mas é fundamental ter senso de humor, cultura e boa educação. Outro requisito importante é ser cavalheiro. Por exemplo, abrir a porta do carro para você descer. Sou romântica e essas são atitudes que mexem comigo.

É Craque! - Por que você merece ser musa do Brasileirão?

Lucilene - Olha, sou torcedora fiel do Goiás e aprendi a torcer pelo time desde pequena, com meu pai me levando ao estádio. Meu irmão jogou na escolinha e isso também colaborou. Quero representar bem o Goiás não só no quesito beleza, mas também aliado à inteligência.

É Craque! - Qual jogador de futebol mais bonito do Goiás?

Lucilene - Com certeza o zageurio Rafael Tolói.

É Craque! - Você tem medo da fama?

Lucilene - Tenho. Nunca tinha parado para pensar nisso. Durante a semana realizei várias entrevistas, muita correria. Às vezes você precisa abrir mão de muitas coisas. Será que o meu namorado e minha família vão segurar a onda? Tenho receio do desconhecido, mas confio no futuro.

É Craque! - Como você se define?

Lucilene - Uma pessoa batalhadora, determinada, romântica, observadora e comunicativa. Além disso, levo sempre a ética comigo. Meu caráter e reputação estão acima de qualquer coisa.

É Craque! - Como conciliar a carreira de advocacia com a de modelo?

Lucilene - Estou tentando. Depois do resultado, poderei dar uma resposta mais segura disso. No futuro, tenho planos de prestar concursos públicos. O Direito me equilibra como pessoa. Quero também voltar a fazer jornalismo. Fiz o primeiro período e tranquei

É Craque!- Você sabe conviver com a derrota também?

Lucilene - Claro. Não tem como prever o resultado. Não existe panelinha. Se eu não for eleita a musa, minha vida vai seguir normalmente.



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Atlético marca no final e vence Vila Nova

Fonte: Gustavo Martins, da Editoria de Esportes - Diário da Manhã

Clássico é emoção do início ao fim e requer atenção dos atletas até o último sopro do árbitro. Se aproveitando de uma bobeira da defesa do Vila Nova, o zagueiro Gilson encheu o pé aos 46 minutos do segundo tempo para garantir a vitória do Atlético sobre o Tigre. O resultado deixou a equipe rubronegra na quarta posição e empurrou o colorado para a 12ª colocação na tabela.

Antes da partida, o volante Pituca deixou claro a situação. "Nós vamos tomar a iniciativa do jogo. O Atlético veio para ganhar", disse. Os primeiros minutos mostraram exatamente isso. O Dragão pressionou e acuou o adversário em seu campo de defesa se utilizando de bom toque de bola, enquanto o Vila Nova tentava sair nos contra-ataques com o garoto Gil. Logo aos 9 minutos, o atacante Marcão sofreu falta frontal de Thiago Carvalho. Na cobrança, o goleiro Márcio bateu em cima da barreira. A bola espirrou e sobrou limpa para o próprio Marcão tocar no canto. O goleiro Juninho ficou vendido no lance, assistindo a bola bater na trave direita e entrar, encerrando o jejum do atacante rubronegro.

A partir daí, o Atlético foi soberano em campo e aos 16 provou o gosto de passeio em campo. Em jogada trabalhada pela direita, o Dragão trocou passes como quis até que Marcão achou Róbston na área. O meia invadiu e tocou com consciência após o goleiro Juninho ter caído, fazendo o segundo gol atleticano. O técnico do Vila, Vágner Benazzi, sentiu que a equipe precisava de uma sacudida e colocou Washington no lugar de Thiago Carvalho. A alteração mexeu com os nervos do Tigre, que resolveu acordar. Com 25, o estreante lateral colorado Ralph fez boa jogada pela esquerda e colocou a bola na cabeça de Vanderlei. O atacante cabeceou consciente, no canto de Márcio, que por sua vez operou um milagre. A bola ficou pulando solitária em cima da linha até o garoto Gil chegar e colocar para dentro, dando início à reação do Vila.

Logo depois do gol, Washington dava sinais de que ia dar trabalho. Em sua primeira participação, o meia recebeu sozinho na área e fuzilou Márcio, que fez uma de muitas grandes intervenções. A partir do gol, o lado direito do Tigre deu muito trabalho, com boas investidas de Gil e Osmar. Apesar do bom momento do garoto, a equipe colorada não conseguiu definir a jogada e desceu para os vestiários em desvantagem no placar.

No início da segunda etapa, o técnico Mauro Fernandes sentiu que o Atlético precisava de uma mudança para acordar no jogo. Anaílson deu lugar a Elias na meia rubronegra. Aos 15 minutos, o jogador já teve sua primeira chance ao invadir a área de frente para o goleiro Juninho. Otacílio chegou de carrinho por trás e roubou a bola de forma limpa, deixando Elias sem entender o que havia acontecido. No minuto seguinte, o Tigre levou o que parecia ser o golpe de misericórdia. O zagueiro Edson Borges perdeu a bola no meio-campo e deu uma entrada dura em Marcão por trás, recebendo o cartão vermelho direto. Com um a menos em campo, o Vila Nova foi para cima na base da superação e se expôs aos contra-ataques atleticanos.

O Dragão aproveitou a vantagem numérica para pressionar, mas não contava com um imprevisto. O técnico Vágner Benazzi foi expulso por reclamação e não pôde ver o meia Washington, do Vila Nova, receber a bola na área e soltar uma bomba indefensável no ângulo direito de Márcio. A torcida colorada comemorou a garra do time como se fosse um título e o Tigre se encolheu.

Em clássicos tudo pode acontecer até o apito final. A teoria ficou comprovada pela estrela do zagueiro Gilson. O jogador, que era reserva da posição e entrou na vaga de Jairo, suspenso, recebeu um presente aos 46 minutos. Em cobrança de escanteio e bate e rebate na área, Elias dominou de peito e a bola sobrou para Gilson que encheu o pé e sagrou a vitória rubronegra. Antes do fim, o valente Vila Nova ainda teve duas oportunidades aos 48, mas Márcio não estava disposto a abrir mão da vitória e operou um milagre que garantiu a vitória suada do Atlético sobre o Vila Nova.

Ficha técnica:

Vila Nova (2): Juninho; Thiago Carvalho (Washington), Leonardo e Edson Borges; Otacílio (Rafinha), Alisson, Canindé e Ralph (Walter); Gil e Vanderlei
Técnico: Vágner Benazzi

Atlético (3): Márcio; Rafael Cruz, Gilson, Gil e Chiquinho; Leandro Carvalho (Wesley), Pituca (Jaílson), Róbston e Anaílson (Elias); Juninho e Marcão.
Técnico: Mauro Fernandes.

Local: Estádio Serra Dourada
Árbitro: Cléber Welington Abade/GO
Jesmar Miranda de Paula/GO e João Patrício de Araújo/GO
Hora: 16h10
Público: 9.101 pagantes
Renda: R$ 139.485,00
Cartões amarelos: Rafael Cruz, Gilson, Róbston e Wesley; Vanderlei, Ralph e Walter
Expulsões: Edson Borges e Vágner Benazzi


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TJD/GO confirma título do Goianão para o Atlético

Por Bruno Félix

O Atlético venceu ontem (18 de junho) o Goiás por 4 a 3 e se sagrou campeão Goiano 2009. O último gol foi marcado nos acréscimos pelo Tribunal de Justiça Desportiva de Goiás (TJD/GO), que julgo procedene o recurso rubro-negro referente a duas queixas contra o Alviverde, por escalação irregular do volante Everton nas finais. Com isso, o esmeraldino perdeu 12 pontos na classificação geral do estadual, perdendo também o título. Além disso, o clube foi multado em R$ 2 mil.

Em primeira instância, o caso foi julgado no dia 19 de maio, e o Goiás se manteve como campeão de forma apertada: 3 a 2 na votação dos auditores da Primeira Comissão Disciplinar Regional. Depois da derrota de ontem, o departamento jurídico do Verdão promete levar o caso ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro, que pode ser julgado em até 120 dias.

Não é a primeira vez que o título é decido nos tribunais. Em 1951, o Alviverde perdeu o caneco para o Goiânia no tapetão. também já venceu, quando tirou o título da Anapolina, em 1983. No ano passado, o esmeraldino entrou na Justiça contra o Itumbiara e não conseguiu reverter a decisão.

“Estou feliz com o resultado, mas, com certeza, teremos mais uma sessão no STJD. O Atlético está preparado para ela e a nossa expectativa é que a decisão do Pleno do TJD/GO seja mantida”, disse o advogado do Atlético/GO, Marcos Egídio.

Entenda o caso:

O Atlético formulou duas queixas contra o Goiás por escalação irregular do volante Everton, alegando que a suspensão cumprida pelo mesmo, no segundo jogo das semifinais, foi devida à preventiva que lhe fora imposta, e não à automática – esta, que também deveria ser cumprida, uma vez que o atleta recebeu o terceiro amarelo contra o Crac, no primeiro jogo das semifinais.

Entendendo que uma suspensão não anulava a outra, o procurador-geral do TJD/GO, Paulo Henrique Pinheiro, aceitou as queixas do Atlético, formulando duas denúncias contra o Goiás por escalação irregular, nos dois jogos das finais do Goiano, e emitindo pedido para que o título da competição não fosse homologado até que o imbróglio jurídico fosse resolvido.

Com isso, o clube respondeu duplamente ao artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê perda de seis pontos, além multa de R$ 1 mil a R$ 10 mil.

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Fórmula Truck movimenta Goiânia

Por Bruno Félix

Fotos: Fernando Leite

Os mais de 40 mil apaixonados por velocidade que foram ao Autódromo Internacional de Goiânia hoje (14 de junho) acompanhar a 4ª etapa da Fórmula Truck não se arrependeram. Na pista, o piloto goiano Leandro Reis, o "baratinha", da equipe Original Peças Competições, que não tinha feito nenhum ponto no campeonato, marcou logo 14, chegando na quarta posição. Ele fez história. Com essa colocação, foi a primeira vez que um goiano subiu ao pódio na Truck. "Estou bastante feliz. Estava há dois anos procurando isso. Eu queria muito o pódio. Agora tiramos um peso muito grande das costas e daqui para frente é procurar a primeira vitória", comemorou Leandro. O outro goiano da Truck Zé Maria Reis, companheiro de equipe de Leandro, terminou na 11ª posição e continua sem pontuar na Truck.

A vitória ficou com o piloto paulista Valmir Benavides, da equipe RM Competições Volkswagen, que largou em segundo. Com o triunfo, ele assumiu a liderança da competição com 89 pontos. Foi a segunda vitória de Benavides em Goiânia. Ele ganhou em 2007. "Deu tudo certo para mim durante todo o fim de semana. O caminhão estava muito bom e dentro da pista conseguiu superar os rivais e vencer", vibrou Benavides. Completaram os paulistas Danilo Dirani, da equipe ABF Volvo, a 5s329 do líder, e em, terceiro, Djalma Fogaça (DF Motorsport), a 7s224, que em Goiânia comemorou a disputa da 100ª corrida na categoria.

Na pole position, o paulista Roberval Andrade (RVR Motorsport) largou bem e se manteve na primeira posição. Já Benavides, terceiro no grid, ganhou a posição de Fogaça. Leandro Reais também se deu bem na largada e subiu para 6º. Zé Maria Reis, que ocupava a 21º posição caiu para último. No final da reta que trouxe para a 2ª volta, Fogaça recuperou a posição de Benavides. Enquanto isso, Andrade abria na frente e completou as primeiras 11 voltas de prova (20 minutos) em primeiro e garantiu cinco pontos no campeonato. Atrás, Benavides e Fogaça, respectivamente.

Na nova relargada, Benavides ultrapassou Andrade na volta inicial. Leandro Reis aparecia em sétimo. Na volta seguinte, com problemas mecânicos, Andrade foi perdendo várias posições. O paranaense Wellington Cirino, tetracampeão da categoria, já ocupava a vice-liderança da prova. Porém, com problemas, Cirino foi para os boxes e abandonou. Dirani, estreante na competição, assumiu a 2ª posição.

Na frente, Benavides abriu vantagem de cinco segundos e apenas administrou o restante da corrida e cruzou a linha de chegada em primeiro. Dirani, que entrou mais novo na Truck foi o mais rápido a marcar pontos e cruzou em segundo. "Ainda estou aprendendo ao máximo. O resultado traz ânimo para o futuro. Aos pouquinhos vou colocando meu nome na história da categoria ao lado dos consagrados dinossauros", brincou Dirani.

Em terceiro, Fogaça. A quarta posição ficou com Leandro Reis e, em quinto, o paulista Renato Martins (Volkswagen), a 27s389 do líder. "Num momento da prova tinha a possibilidade de ultrapassar Leandro, mas ele estava correndo muito bem em casa e não queria dividir uma curva com ele e bater. Isso não é legal. Ele e o Dirani são duas promessas para o futuro da Truck", destacou Martins. "Foi muito gostoso. Na sexta-feira decidimos trocar o motor. No dia seguinte, o motor quebrou. Consegui classificar entre os oito primeiros e chegar ao pódio é uma sensação indescritível", definiu Leandro, que estreou na categoria em 2007. "Estou buscando meu espaço", concluiu. A próxima etapa da Truck será no dia 19 de julho em Interlagos, São Paulo.

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